efeito mozart

efeito mozart

ACTUALIZADO (link)

O efeito de Mozart preconiza que as habilidades cognitivas dum individuo podem ser temporariamente incrementadas se ouvir Mozart, um efeito mensurável em termos de QI na ordem dos 8 a 9 pontos (estudo publicado na Nature).

Tiremos então um momento para pensar neste caricato efeito. Primeiro, mais do que a música de Mozart teremos que considerar a música genericamente como capaz de aumentar as nossas capacidades temporo-espaciais. Qualquer música? Não, certamente. A música clássica é especialmente apta para nos levar à desconstrução do som, nas suas várias camadas instrumentais, além do seu efeito relaxante, favorável à concentração e à actividade intelectual.

Mais do que este facto, que, embora interessante confesso que não me cause particular surpresa (sempre ouvi música para me concentrar, chamemos-lhe um certo conhecimento empírico deste efeito), espantou-me a quantidade de estudos no seio da comunidade científica que exploram este efeito. Se, por exemplo, fizerem uma query num agregador de artigos científicos, o número de hits em revistas de alto impacto é considerável!

Efeito Mozart

Isto levou-me a tirar duas conclusões. Primeiro, fazem-se artigos científicos sobre tudo. Segundo, tudo merece um artigo científico :)


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3 comentários a “efeito mozart”

  1. MAS diz:

    Se a memória não me falha, acho que foi o próprio Pitágoras que também fez uns testes neste campo, concluindo que existem certas melodias que conseguem e tendem a agradar a uma maioria, dada a sua simetria após respectiva desconstrução.

    Por isso, de maneira alguma este assunto é novo, e portanto penso que o tema da psicofisiologia da música merecerá brevemente um post só para ele.

  2. E se isso acontece no campo auditório… quem poderá dizer o que será possivel atingir no campo visual?

    Por exemplo: aqueles filmes de ficção científica onde se vê um personagem aprender uma nova língua em poucos segundos através de flashs nos olhos. Quem sabe… :)

  3. MTR diz:

    Sem dúvida também me parece plausível. :D

    Por exemplo, se o mesmo estudo fosse feito com um quadro de Picasso ou outro artista cuja obra induzisse reflexão, prazer, abstracção, etc, acredito que levasse a resultados similares.

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