A placenta é um órgão de origem materno-fetal. Do lado da mãe é composto pela decídua basal, do lado do feto pelo córion. Do lado fetal são emitidos vilosidades (prolongamentos com vasos sanguineos) que são embebidos em seios sanguíneos maternos (sem contudo haver mistura de sangues) constituindo assim um meio de trocas.

Assume funções importantíssimas durante a gravidez, podendo mesmo dizer que substitui no feto três sistemas de órgãos que se encontram basicamente inactivos, a saber: o sistema renal, respiratório e digestivo – capacidade de excreção de metabolitos tóxicos, oxigenação sanguínea e nutrição respectivamente.
Produz ainda um leque variado de hormonas fundamentais ao desenvolvimento embrionário/fetal (componente endocrinológica) e, pensa-se, que enquanto interface mãe-filho é o que impede a rejeição da criança por parte do sistema imunológico da mãe (afinal, a criança não passa dum parasita, um corpo estranho).
E termina aqui a resenha científica deste post.
Pois bem, estava eu descansado da minha vida, convicto que a placenta era um órgão fenomenal, mui nobre, quando, em vista do próximo negócio da china encontro isto.

Porra. Placenta de ovelha para fins cosméticos? A sério? Citando:
This powder combines active collagen with pure and healthy sheep placenta extract. It penetrates deeply to promote renewal, replenish nutrients, and activate aged and weak cells. Meanwhile, it helps reduce melanin and smooth over wrinkles. Leaves skin white and ruddy, revealing natural and youthful beauty. (cf.)
Bem, acho que agora todos sabemos o segredo para ter uma ‘pele de bebé’. Yuc.
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