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urges masculinos – resultado do inquérito

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 28 Nov 2009

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uma questão de prioridades

“metes o champô antes ou depois do gel-de-banho/sabão?”banhourge

Ora, lançando uma glance rápida sobre os resultados, tal como podem ver no gráfico acima, 100% das mulheres inquiridas metem o champô antes. Contudo, só pouco mais de 60% dos homens seguem o exemplo do seu arqui-inimigo.

Que é que isto prova?

A minha teoria de sempre.
Que no fundo, os homens estão sempre  mortinhos por meter coisas fofinhas, cremosas, cheias de vitaminas e que fazem espuma na dita genitália.

O que até vai de encontro com a sabedoria popular. (cf. vídeo abaixo -- 2:00)

Mas pensem lá, a nível evolutivo, faz sentido que o pénis masculino (existe pénis feminino, mas fica para outro post), vulgo narso, seja alvo do chamado tratamento VIP, dado ser a intrínseca raison d’être da prole de Adão. Homem que faça a devida manutenção do seu berbequim do amor, será, logicamente, priorizado pela selecção natural darwinista, e até lamarckista (exemplo -- @ antiguidade, “homem” desleixado com o seu bem mais precioso = mais apto a desenvolver infecções e coisas manhosas do género nessa zona = menor capacidade de inseminação e colonização).

Não tenham dúvidas que os homens, até inconscientemente, são dotados de um urge em proteger, cuidar e mimar o “menino”. Exemplos:

a)

SanchoI-P

Olhem para este senhor, Sancho I de Portugal, cognominado o povoador.
Não creio haver dúvidas que este Rei possuía um zelo “maternal” em relação à sua fruta, o que lhe terá valido o cognome e gremlins de filhos certamente.

b)

020609_robertocarlos300
Comentários para quê.

c)

300px-Hitler7
Hitler, o despovoador; moçoilo o qual, alegadamente, perdeu um testículo em 1916. A partir daí, nasceu esta pose; sempre que circulava em público, aí estava ele a proteger inconscientemente o seu androceu.

OK, e vocês agora podem dizer:
“mas só 30% e tal é que se ensaboa primeiro, o resto mete tudo champô antes; se o que dizes é verdade, a percentagem% não seria mais ao contrário?”

É assim,

Primeiro a diferença torna-se significante se tomarmos como baseline as mulheres (100-0).

Segundo, pode haver o factor procrastinação. O inconsciente pode interferir a nível da hierarquia das diferentes componentes do ritual a decorrer na chuveirada porque sabe que a manutenção fálica está iminente e improvável de ser interrompida. Pode até haver um certo sentimento de prazer associado a esse adiamento enquanto conhecedor do resultado final como certo, à semelhança do conceito freudiano da procrastinação sexual.

E por último, porque este post não é para ser levado a sério.

a erecção #1

Publicado por MTR | Colocado em catarse | Publicado em 27 Nov 2009

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Vamos no primeiro artigo desta série esmiuçar o porquê da erecção. Para a segunda parte, o como e, para a terceira, uma pequena análise de ‘quando as coisas correm mal’.

Primeiro, e porque acho que é sempre importante para além de esmiuçar as technicalities inerentes ao fenómeno, devemos determo-nos um pouco no propósito. Para que serve a erecção? Ou, melhor, que pressões evolutivas estiveram na sua génese?


Ora bem, a erecção suplanta um obstáculo anatómico no sistema reprodutor feminino. Em seguida, coito permite, eventualmente, a ejaculação e possível fertilização. Estes dois pré-requisitos para a fertilização, a erecção e o coito, são em grande medida vinculados ao prazer. São as sensações positivas subjacentes que nos fazem, inconscientemente, ter vontade de plantar a semente, perpetuar a espécie.

Imagine-se que ao sexo estavam associados sensações ‘menos boas’; enquanto no Homem a racionalização cognitiva poderia eventualmente mandar bypass à aversão tendo em vista o propósito da geração de descendência, nos outros animais tal não seria possível, daí a bestiality inerente a tais urges.

Por outro lado, a necessidade de estimulação para uma erecção e coito eficaz representam um mecanismo de selecção sexual (sobre este tema, recomendo esta leitura), na medida em que o receptáculo da cópula tem determinada características adequadas à propagação da espécie que reconhecemos inconscientemente (cf. esmiuçando o amor e as leis da atracção) e que desencadeiam a atracção e pulsão fornicadora. Reconhece-se no parceiro um conjunto de características, que, se conducentes a descendência, contribuem para o aperfeiçoamento da nova geração face a um ambiente solicitador.

sobre a vacina para o H1N1

Publicado por MTR | Colocado em catarse | Publicado em 26 Nov 2009

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H1N1

@informationisbeautiful.net | fontes bibliográficas

inquérito e um pedido de desculpas

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 24 Nov 2009

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Antes de mais, quero a vossa participação no seguinte form:
“uma questão de prioridades – primeiro o champô ou o gel-de-banho/sabão?”

São apenas duas perguntas que visam uma conclusão engraçada sobre idiossincrasias peculiares; assunto a ser explorado e postado após ser recolhida uma amostra significativa.

Por isso, alinhem, espalhem, perguntem a mulheres, homens, cães, etc.

Dito isto, segue um pedido de desculpas pelo ritmo lento de “postagem” mas tanto eu como o MTR estamos a levar um verdadeiro overkill de trabalho e merdas para fazer. Vingar-nos-emos num futuro breve.

Amplexos e osculinhos.

questão digna dum exame de psiquiatria

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 22 Nov 2009

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qual é a diferença entre alucinação e delírio?


Delírio é uma alteração do conteúdo do pensamento que não é susceptível de argumentação lógica dada a convicção inabalável do indivíduo.

Alucinação é uma percepção sem objecto, que pode interessar todos os órgãos dos sentidos. As mais frequentes são as auditivas (vozes comentadoras da actividade, só depois vêm as imperativas, ou seja, que dão ordens).

Ora aí está o chamado snippet do fim-de-semana.

soluços, anfíbios e dedos no cu

Publicado por MTR | Colocado em catarse | Publicado em 14 Nov 2009

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Um soluço é uma contracção espamódica involuntária do diafragma. Como consequência, o diafragma desce (ver figura), o que causa um aumento do volume torácico, criação de uma pressão negativa e entrada abrupta de ar. Como o ar entra ‘à bruta’, aquando do ‘embate’, a epiglote fecha violentamente, causando o *hic*.

Soluço

Porque soluçamos? Enquanto algumas etiologias (causa) dos soluços são relativamente consensuais e bem compreendidas, existem muitas patologias às quais estão associadas soluços onde simplesmente não se compreende a razão de ser deste sintoma idiota (que em casos extremos pode levar à morte – não pelo soluço, bem entendido, mas porque muitas vezes surgem como sintoma de alguma doença grave, por exemplo do foro cardíaco, ou num pós-operatório).

Galeno, médico e filósofo grego, postula que um soluço não mais é que uma emoção violenta que nos ascende do estômago. Curioso, quase que acerta.

Aquele soluço mais corriqueiro é causado pela irritação dos nervos frénicos (que suprem o diafragma), cujo trigger corresponde muitas vezes a uma dilatação súbita do estômago (por exemplo quando comemos muito depressa) o que por via mecânica estimula os nervos frénicos. Também alimentos picantes ou mesmo o álcool/tabaco são agentes que por uma via química conseguem irritar estes nervos, despoletando os soluços. Por fim, emoções, desde o mais profundo stress à mais exuberante alegria também podem contribuir, por vias menos bem caracterizadas, a um ataque de soluços.

Soluços

Mais interessante que a exploração das etiologias que despoletam este arco reflexo que é o soluço, é perder algum tempo a pensar no arco reflexo em si. Pensa-se que, à semelhança de muitos outros mecanismos fisiológicos, o soluço corresponde à expressão de um arco reflexo motor primitivo, uma reminiscência evolutiva que nos liga aos anfíbios.

Aquando do desenvolvimento fetal, o nosso reflexo ventilatório normal está, naturalmente, ausente. Por outro lado, in utero, os fetos soluçam. Este movimento inalatório às ‘golfadas’, o soluço, é essencialmente o mesmo reflexo que condiciona a ingestão de água/ar por parte dos anfíbios. Depois do nascimento, principalmente se for prematuro, o recém-nascido pode passar até 5% do seu tempo a soluçar, o que evidencia a imaturidade pulmonar e reforça a ideia do soluço como antecedente evolutivo do reflexo ventilatório usual dos mamíferos.

Além disso, cientistas demonstraram que mecanismos semelhantes inibem soluços e padrões motores ventilatórios em humanos e anfíbios respectivamente. Neste caso, conclui-se que a elevação da concentração de CO2 inibe ambos os fenómenos. Se pensarmos um bocado é o mesmo mecanismo que está na base do acto de respirar para um saco enquanto forma de parar um ataque de soluços.

solucoevo

Mas como parar os soluços? Sinceramente, não vou perder tempo a listar as diferentes técnicas, umas mais popularuchas, outras mais científicas. Até porque a sua eficácia é um factor que está directamente decorrente da causa e da pessoa pelo que, ‘your mileage may vary‘. Não posso contudo deixar em branco uma dica para os leitores mais desesperados, quando assolados por uma crise desses malditos reflexos abichanados:

A 60-year-old man with acute pancreatitis developed persistent hiccups after insertion of a nasogastric tube. Removal of the latter did not terminate the hiccups which had also been treated with different drugs, and several manoeuvres were attempted, but with no success. Digital rectal massage was then performed resulting in abrupt cessation of the hiccups. Recurrence of the hiccups occurred several hours later, and again, they were terminated immediately with digital rectal massage. No other recurrences were observed. This is the second reported case associating cessation of intractable hiccups with digital rectal massage. We suggest that this manoeuvre should be considered in cases of intractable hiccups before proceeding with pharmacological agents.

in Termination of intractable hiccups with digital rectal massage

Já sabem, o fim dos vossos soluços pode estar à distância de um dedo.

Massagem Rectal