a erecção

a erecção

Primeiro, e porque acho que é sempre importante para além de esmiuçar as technicalities inerentes ao fenómeno, devemos determo-nos um pouco no propósito. Para que serve a erecção? Ou, melhor, que pressões evolutivas estiveram na sua génese?


Ora bem, a erecção suplanta um obstáculo anatómico no sistema reprodutor feminino. Em seguida, coito permite, eventualmente, a ejaculação e possível fertilização. Estes dois pré-requisitos para a fertilização, a erecção e o coito, são em grande medida vinculados ao prazer. São as sensações positivas subjacentes que nos fazem, inconscientemente, ter vontade de plantar a semente, perpetuar a espécie.

Imagine-se que ao sexo estavam associados sensações ‘menos boas’; enquanto no Homem a racionalização cognitiva poderia eventualmente mandar bypass à aversão tendo em vista o propósito da geração de descendência, nos outros animais tal não seria possível, daí a bestiality inerente a tais urges.

Por outro lado, a necessidade de estimulação para uma erecção e coito eficaz representam um mecanismo de selecção sexual (sobre este tema, recomendo esta leitura), na medida em que o receptáculo da cópula tem determinada características adequadas à propagação da espécie que reconhecemos inconscientemente (cf. esmiuçando o amor e as leis da atracção) e que desencadeiam a atracção e pulsão fornicadora. Reconhece-se no parceiro um conjunto de características, que, se conducentes a descendência, contribuem para o aperfeiçoamento da nova geração face a um ambiente solicitador.


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