Lembram-se do efeito mozart?
Aquele hype vulgo técnica rápida de ganhar 8 a 9 pontos de QI só por ouvir Mozart, assunto o qual abordado por nós aqui há uns tempos?
Pois bem, tudo começou com uma investigação dúbia levada a cabo por Rauscher e colaboradores que mais tarde publicaram os resultados na Nature em 1999. Como o zé povinho gosta destas coisas à lá “faça você mesmo, fique um Einstein”, gerou-se imediatamente uma onda popular em volta da questão, com muitos pais a irem comprar montanhas de CDs com sinfonias de Mozart para os filhos ouvirem.
Contudo, agora em 2010, foi executada uma meta-análise, ou seja, uma equipa de investigadores reuniu todos os dados disponíveis até agora sobre o assunto e juntou-os numa só amostra. No total ficaram 40 estudos e 3000 participantes. Procederam ao tratamento desta nova amostra bem maior que as anteriores e o que se verificou sem margem para dúvidas?
Que o efeito mozart é um…
Este efeito já entrou para a lista dos “50 grandes mitos da psicologia popular” do psicólogo Scott Lilienfeld e ficou em 6º lugar, em que o 1º lugar pertence indiscutivelmente ao “a maior parte das pessoas só usa 10% dos seus cérebros”.
Caso para dizer…
(estava para meter esta mas já é nsfw :<)
referência:
doi: 10.1016/j.intell.2010.03.001
Artigos relacionados: