Num post célere para hoje, quero partilhar convosco a epifania que me assolou enquanto eu me ensaboava na região inguinal durante o chuveiro matinal. Não soltei um “eureka!” como Arquimedes mas mais um “olha que conclusão inútil”. Ainda assim apercebi-me imediatamente que estava a lidar com material perfeitamente bloggável.
E a conclusão (leia-se confabulação) é a seguinte: a linguagem não é dotada de propriedades matemáticas.
Com o poder da palavra conseguimos distorcer coisas perfeitamente lógicas tipo isto:
em frases do género: “um mentiroso compulsivo vai ao médico e mente a dizer -- “doutor, sou um mentiroso compulsivo”
Trabalhem a frase. Ora se a nossa linguagem fosse como a matemática, nós não deveríamos sequer ser capazes de verbalizar (ou escrever) tal coisa. Digo eu.
Outro exemplo (nem por isso mas tenho que partilhar isto), e provavelmente uma das minhas preferidas quotes na 7ª arte, mais especificamente no filme Layer Cake:
(link youtube / link dicionário “poofs”)
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Existe já um pensamento matemático e uma linguagem matemática.
Pode-se interpretar muita coisa do que aqui foi dito… A linguagem não tem propriedades matemáticas? Até pode ter, depende é das propriedades que quer colocar na sua escrita ou identificar. A frase do doutor poderia ser identificada como uma função composta com a sua identidade, por exemplo. E isso é uma propriedade matemática, ou melhor, uma operação binária.
Mais ainda, a inteligência artificial recorre à matemática para comunicar: exemplos como psicólogos e assistentes virtuais (como a do IKEA).
Cumprimentos.
Vasco,
Eu não prestaria demasiada atenção a este post. É, de longe, o mais subjectivo inerente a este blog e foi escrito à falta dum tema melhor e com 0.75L de Monte Velho em cima.