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preservativos – a revolta subconsciente

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 21 Feb 2010

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Ora, não é a primeira vez que ouço à mesa do café um compatriota da raça masculina queixar-se de não conseguir manter um boner após colocar um preservativo.

(E desta vez não é daquelas “ah, tenho um primo afastado..

Imediatamente a minha mente desperta debruçou-se sobre o assunto e cheguei a uma teoria mirabolante em escassos 1,8 segundos.

Como qualquer boa teoria, tinha que primeiro que testar a sua aplicação e incidência universal. Como tal, quando cheguei a casa fiz uma rápida pesquisa pelo google acerca deste assunto e obti, nada mais, nada menos que:

Resultados 1 – 10 de cerca de 2.610.000

Sendo o primeiro link, logo este:

http://www.dearcupid.org/question/using-a-condom-makes-me-lose-my-erection.html

…que tem, como podem ver, à volta de 500 respostas, 80% dos quais homens com o mesmo problema, e os restantes 20%, mulheres com namorados a sofrerem do mesmo malefício.

O.K., parece assim ser um mal revestido de ubiquidade homogénea ao longo do globo.

Mas porquê? Não parece haver uma razão lógica. É só uma ligeira “camisola” para o pénis que nem é opaca e nem retira assim tanta sensibilidade. Atrevo-me a dizer que parece haver aqui uma componente psicológica.

Passo a explicar,

condomCartoon

No fundo, esta coisa é um dos maiores inimigos do homem a um nível primitivo e subcortical.

Como o darwinismo prega, o homem é um animal que está programado para disseminar a sua semente.

Monogamia é coisa de larilas e extremamente cultural.

A evolução deu-nos orgasmos para nos incentivar a reproduzir e fez do homem um mágico capaz de sacar coelhos da cartola em 3 minutos, para evitar ser apanhado por predadores. Após um breve rescaldo, já está pronto para outra.

Todo o homem tem instintos de colonizador.
E o símbolo máximo, quiçá a melhor invenção da natureza, é o esperma.

Já estão a ver para onde isto vai.

A um nível bastante básico, numa perspectiva psicanalítica clássica, o homem revolta-se contra o preservativo! Aquela cápsula estranha está a boicotar os seus instintos de reprodução, e o inconsciente do homem, aquela parte do cérebro primitiva e subcortical, retorce-se e protesta revoltada.

E é o chamado kthxbye erecção.

como se dissesse: “tira essa merda seu $(&U€£§@! – só te volto a deixar ter erecção quando isso não tiver aí”.

E assim, refuto a explicação mais comum: “ah, perdes sensibilidade”, até porque não é preciso estimulação local para haver erecção; refuto também a solução mais habitual – mudar de marca de preservativo – admitindo apenas o seu efeito placebo.

Para quem quiser levar este assunto avante, até já há t-shirts:

condoms-save

Mas mais importante, a receita perfeita:

* 4 copos de sangria em cima delas (parece sumo)

* “já o meti” (ou não)

* pílula do dia-seguinte esmigalhado no sumo de laranja ao pequeno-almoço

urges masculinos – resultado do inquérito

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 28 Nov 2009

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uma questão de prioridades

“metes o champô antes ou depois do gel-de-banho/sabão?”banhourge

Ora, lançando uma glance rápida sobre os resultados, tal como podem ver no gráfico acima, 100% das mulheres inquiridas metem o champô antes. Contudo, só pouco mais de 60% dos homens seguem o exemplo do seu arqui-inimigo.

Que é que isto prova?

A minha teoria de sempre.
Que no fundo, os homens estão sempre  mortinhos por meter coisas fofinhas, cremosas, cheias de vitaminas e que fazem espuma na dita genitália.

O que até vai de encontro com a sabedoria popular. (cf. vídeo abaixo -- 2:00)

Mas pensem lá, a nível evolutivo, faz sentido que o pénis masculino (existe pénis feminino, mas fica para outro post), vulgo narso, seja alvo do chamado tratamento VIP, dado ser a intrínseca raison d’être da prole de Adão. Homem que faça a devida manutenção do seu berbequim do amor, será, logicamente, priorizado pela selecção natural darwinista, e até lamarckista (exemplo -- @ antiguidade, “homem” desleixado com o seu bem mais precioso = mais apto a desenvolver infecções e coisas manhosas do género nessa zona = menor capacidade de inseminação e colonização).

Não tenham dúvidas que os homens, até inconscientemente, são dotados de um urge em proteger, cuidar e mimar o “menino”. Exemplos:

a)

SanchoI-P

Olhem para este senhor, Sancho I de Portugal, cognominado o povoador.
Não creio haver dúvidas que este Rei possuía um zelo “maternal” em relação à sua fruta, o que lhe terá valido o cognome e gremlins de filhos certamente.

b)

020609_robertocarlos300
Comentários para quê.

c)

300px-Hitler7
Hitler, o despovoador; moçoilo o qual, alegadamente, perdeu um testículo em 1916. A partir daí, nasceu esta pose; sempre que circulava em público, aí estava ele a proteger inconscientemente o seu androceu.

OK, e vocês agora podem dizer:
“mas só 30% e tal é que se ensaboa primeiro, o resto mete tudo champô antes; se o que dizes é verdade, a percentagem% não seria mais ao contrário?”

É assim,

Primeiro a diferença torna-se significante se tomarmos como baseline as mulheres (100-0).

Segundo, pode haver o factor procrastinação. O inconsciente pode interferir a nível da hierarquia das diferentes componentes do ritual a decorrer na chuveirada porque sabe que a manutenção fálica está iminente e improvável de ser interrompida. Pode até haver um certo sentimento de prazer associado a esse adiamento enquanto conhecedor do resultado final como certo, à semelhança do conceito freudiano da procrastinação sexual.

E por último, porque este post não é para ser levado a sério.

a erecção #1

Publicado por MTR | Colocado em catarse | Publicado em 27 Nov 2009

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Vamos no primeiro artigo desta série esmiuçar o porquê da erecção. Para a segunda parte, o como e, para a terceira, uma pequena análise de ‘quando as coisas correm mal’.

Primeiro, e porque acho que é sempre importante para além de esmiuçar as technicalities inerentes ao fenómeno, devemos determo-nos um pouco no propósito. Para que serve a erecção? Ou, melhor, que pressões evolutivas estiveram na sua génese?


Ora bem, a erecção suplanta um obstáculo anatómico no sistema reprodutor feminino. Em seguida, coito permite, eventualmente, a ejaculação e possível fertilização. Estes dois pré-requisitos para a fertilização, a erecção e o coito, são em grande medida vinculados ao prazer. São as sensações positivas subjacentes que nos fazem, inconscientemente, ter vontade de plantar a semente, perpetuar a espécie.

Imagine-se que ao sexo estavam associados sensações ‘menos boas’; enquanto no Homem a racionalização cognitiva poderia eventualmente mandar bypass à aversão tendo em vista o propósito da geração de descendência, nos outros animais tal não seria possível, daí a bestiality inerente a tais urges.

Por outro lado, a necessidade de estimulação para uma erecção e coito eficaz representam um mecanismo de selecção sexual (sobre este tema, recomendo esta leitura), na medida em que o receptáculo da cópula tem determinada características adequadas à propagação da espécie que reconhecemos inconscientemente (cf. esmiuçando o amor e as leis da atracção) e que desencadeiam a atracção e pulsão fornicadora. Reconhece-se no parceiro um conjunto de características, que, se conducentes a descendência, contribuem para o aperfeiçoamento da nova geração face a um ambiente solicitador.

esmiuçando o amor e as leis da atracção

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 28 Oct 2009

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Malta, já ouviram aquela laracha sobre o amor ser um sentimento superior, uma epifania transcendente, uma enteogénese que nos abre caminho, à semelhança duma teimosa escavadora perante entranhas de alguém subnutrido em ferro, à lisergia inebriante da obsessão e plenitude?

Pois bem, é tudo mentira.
Não passamos de animais com a mania das grandezas que gostam de rotular cognitivamente as nossas activações biofisiológicas e hormonais, tradição a qual tem sido perpetuada até aos dias de hoje, começando com Adão ao julgar sentir ciúme, e portanto amor, quando a Eva se insinuou ao Azazel em troca de comida.

Como diria o Tyler Durden no Fight Club:
Somos uma geração de homens criados por mulheres“.
Elas já o eram, e também os homens estão agora impregnados e conspurcados por estas coisas do amor verdadeiro e a sua alegada inexplicabilidade.

Proponho-me com este post, desmistificar este grande conto-de-fadas e…

fallenprincesses

apresentar-vos a realidade (biológica).

Canto I -- genitália e sexo

“Quando se trata de sexo, as mulheres precisam de uma razão; os homens precisam de um lugar.”

O que é verdade.
Considerando que os homens têm 10 a 20 vezes mais testosterona que as mulheres, e que o hipotálamo (cerejazita no cérebro que está por detrás do desejo sexual) dos homens também é maior que o das mulheres e homossexuais, é natural que os homens gostem de praticar o coito.

(Por esta mesma razão, é mais fácil as mulheres manterem-se fiéis.)

Outra coisa é o darwinismo aplicado à sexualidade. Desde os primórdios dos tempos que os homens foram encarregues de assegurar a sobrevivência da espécie. Ou seja, um homem olhar para todo o rabo que passe é saudável, é o instinto de proliferação da espécie. Os próprios orgasmos masculinos foram desenhados para serem atingidos num curto espaço de tempo, diminuindo a probabilidade de sofrer um ataque por outro animal.

Isto só pode levar a uma conclusão: a monogamia masculina é cultural. O homem está desenhado para “povoar”.

Mas calma lá, se depois disto ficaram a achar que elas são umas santas, então aqui vão duas razões para mudarem de ideias:

a) Como podem ver no gráfico abaixo, o apetite sexual varia com a idade e com o sexo. E enquanto é verdade que nos 20-30 elas não percebem porque os homens só querem fornicar, a situação já é diferente na faixa 30-40, onde as mulheres mostram ser umas autênticas doidas sedentas de intimidade lasciva e carnal, superando até os homens! A nível biológico isto pode ser explicado como um último aviso da natureza, como se dissesse: “ultima oportunidade para empranhar”.

libido

b) Nós possuímos uma área cerebral especializada no domínio das emoções chamada sistema límbico. O engraçado sobre isto em relação às mulheres é que durante o coito, elas padecem de uma activação muito menor do sistema límbico do que os homens! Ou seja, as mulheres perante um estímulo desencadeante de excitação sexual demonstram uma menor activação emocional neuroimagiológica. E esta hein? Apesar de ainda estar a ser alvo de estudo, não deixa de ser contra-intuitivo.

Outro pormenor engraçado é relativo aos orgãos sexuais. Apenas para vossa curiosidade, mirem a figura abaixo.

semelhgenit

Como vêem, há semelhanças.
Por exemplo, o clitoris é constituído pelo mesmo tipo de tecido fibroso e eréctil que a glande do pénis, com a única diferença ser o tamanho, o que a meu ver, é a prova final que os homens são os preferidos pelas divindades.

Para acabar este canto em beleza e visto que falei em imagiologia e sexo, maravilhem-se com o seguinte video (se quiserem ir directos à acção -- 1:38):

Canto II -- leis da atracção

Já vimos que o sexo é um conjunto de pulsões, urges, vontades, desejos primários controlados por hormonas (mulheres+homens) e instintos (homens).
Sim, somos animais, mas e antes do sexo?

wonderbra

Porque gostam os homens de rabos, mamas e pernas?
Fertilidade. Há algo de primitivo e exótico na imagem de uma mulher a dar à luz. O nascimento, a proliferação da espécie, a paternidade. Há algo nisso tudo que nos apela a um nível central básico. Deste modo, os homens apreciam figuras que lhe transmitam inconscientemente fertilidade, como longas pernas, rabo saliente e mamas com ar de quem consegue dar conta do recado quando a fase do aleitamento chegar.

Porque gostam as mulheres de ombros largos, peito e braços musculados, rabo pequenito e pernas musculadas?
Se pensarem, esta é a figura primordial dum homem caçador. O torso musculado e amplo está associado à capacidade de protecção e dominância. O fascínio pelo traseiro pequenito vem pela ideia que o homem em questão transmite à mulher de conseguir efectuar um thrusting competente aquando o acto de reprodução, meio à semelhança da questão da fertilidade supracitada. Do mesmo modo que o tronco forte é sinónimo de poder e resistência, também as pernas musculadas transmitem essa ideia.

Porque a cara é tão importante?
Porque os opostos físicos se atraem. Os homens geralmente preferem narizes pequenos, queixos pequenos e ventres lisos, na medida em que eles próprios têm as características opostas. Do mesmo modo, as mulheres preferem o oposto nos homens: ombros largos, ancas estreitas, pernas e braços mais fortes, queixos proeminentes e um nariz que se veja. Este mecanismo inconsciente parece fundamentar-se na procura do equilíbrio de traços; darwinismo aplicado à atracção facial? Também se sabe que gostamos da simetria, mas isso fica para outro post.

Porque gostam os homens de loiras?
Podem argumentar que é cultural mas fiquem a saber que tem uma componente biológica. As loiras possuem um elevado nível de estrogénio, o que é um indicador de fertilidade e lá está, inconscientemente atraente para os homens. À medida que o nível de estrogénio vai baixando (idade, filhos), o cabelo vai escurecendo, por isso desconfiem das trintonas (e para acima) que se declaram como loiras verdadeiras.

Ainda convencidos que têm algum poder de escolha?
Vamos aprofundar então.

mencycle

Homens, próxima vez que estiverem com uma mulher, perguntem-lhe em que período do ciclo menstrual ela se situa. E calendarizem.

Estudos científicos demonstraram que as mulheres são atraídas por diferentes traços nos homens consoante estão no período fértil ou não. Preferem homens mais dominantes, com traços faciais mais masculinos como nariz grande quando estão férteis; são também mais viradas à traição durante esta altura. Por outro lado, preferem homens mais caseiros, com traços femininos como lábios grossos quando estão “calmas”. Este efeito também se verifica na quantidade de testosterona que elas possam ter. Ou seja, se tiverem mais testosterona do que o normal (infiram através dos pêlos, aptidões espaciais, conduzir decentemente, etc.) são também capazes de apreciar mais as características femininas nos homens em detrimento das masculinas.

carasmf

Caso tenham dúvidas, peguem numa cachopa que esteja no período fértil e peçam-lhe para escolher a cara que parece mais atraente. (direita -- mais masculina)

Se os leitores homens se estiverem a rir nesta altura, então fiquem a saber que nós também não escapamos impunes aos efeitos nefastos do ciclo menstrual da mulher, chegando mesmo a afectar as nossas relações interpessoais, de acordo com este artigo.

Para finalizar este canto, feromonas.

De certo já ouviram dizer que num harem as mulheres convergem e sincronizam os seus ciclos menstruais?

Durante muito tempo este foi um assunto tabu; o ser humano era demasiado racional, demasiado celestial para ser afectado inconscientemente por substâncias que praí andam no ar, libertadas por outros seres humanos. Pois bem, agora já se começa a estudar e ver que pelos vistos, somos afectados sim.

O melhor exemplo é duma hormona chamada androstadienone (ou em português androstenediona, mas gosto mais do nome em inglês).

200px-Androstadienone_chemical_structure

A androstadienone é posta ao ar livre especialmente através das glândulas apócrinas situadas nas axilas e genitais. Já se havia identificado previamente esta substância no suor dos homens, mas ainda não se sabia bem para que servia. Desconfiava-se…

Até agora.

De acordo com este artigo, e este, a androstadienone desencadeia alterações fisiológicas nas mulheres, incluindo a nível hormonal, ou seja, por mais subtil que seja, elas ficam mais activadas sexualmente, alterando a própria percepção que elas têm dos homens (sobem todos um valor na escala de 1 a 10?).

Conclusão: suem para cima delas.

Outra vez, o mesmo aviso para os homens, não se comecem a rir, agora à pala do poder das feromonas, porque ficam a saber que existe uma outra feromona, rotulada como “CH503” que é “transferida” para o corpo delas quando o namorado lhes “vai lá”, exercendo um efeito anti-afrodisíaco. É curioso como a biologia-base do homem é egoísta. É dotado de grande apetite sexual e portanto quer espalhar a semente; mas por outro lado, liberta feromonas que “protegem” as fêmeas onde ele já foi, tornando a moça em questão mais resistente às próximas investidas por outro predador.

Canto III -- amor

Primeiro o sexo; a seguir a atracção, e agora para acabar, o amor.

O que é o amor?

Uma das pioneiras neste campo foi a antropóloga Helen Fisher.
Com base neurobiológica, ela propôs 3 fases em relação ao amor, a saber:

a) fase do desejo
Marca o início do interesse e procura num parceiro sexual.
Responsáveis químicos: hormonas sexuais (estrogénio nas mulheres e testosterona nos homens).

b) fase da atracção
Quando nos apaixonamos e não nos conseguimos concentrar em mais nada senão naquela pessoa -- obsessão.
Responsáveis químicos: feniletilamina (pode ser encontrada no chocolate!), que por sua vez modula:

feniletilamina

(Por excitação entenda-se aquela activação do sistema nervoso autónomo simpático -- aceleração do batimento cardíaco, frequência respiratória, etc.)

c) fase de ligação
O chamado amor sóbrio.
Responsáveis químicos: oxitocina (hormona da confiança) e vasopressina (hormona da fidelidade).

É na passagem da fase de atracção para a de ligação que a maior parte das relações atravessa momentos críticos onde só uma percentagem modesta consegue sobreviver. Oh, vocês sabem. Aquela altura por volta dos 10-14 meses de namoro em que eles/elas simplesmente parecem perder a magia -- o que antes vocês gostavam e achavam piada, passaram a achar insuportável e irritante. Basicamente, deixam de estar naquele avalon à pala da feniletilamina e vêem as coisas arrefecer, dando lugar à confiança e estabilidade, em detrimento da paixão.

Aconselho-vos também a lerem a teoria triangular do amor, proposta por Sternberg, para uma perspectiva conceptual do amor complementar à biológica supracitada.
Fica assim muito rapidamente, um esquema para ver se vos chama a atenção.

Triangular_Theory_of_Love

(link)

Depois disto tudo, ainda se acham 100% racionais no que toca ao amor, atracção e sexo? Existirá alguma dúvida que somos todos vítimas de um cocktail químico?

A pergunta será: seremos apenas influenciados ou completamente controlados?
Algum dia se saberá? Interessa saber?

Não me parece.
Afinal de contas, precisamos de utopias. (e telenovelas)

Qualquer coisa deixem escrito nos comentários.
Ah, e se tiverem tempo, preencham este inquérito para que a mentedesperta possa saber como melhor ir de encontro às vossas expectativas, obrigado.

mentedesperta.com / 28outubro2009

+2 síndromes fofinhos: dhat e koro

Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 19 Oct 2009

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Ambos conceptualizados como síndromes culturais, o que os torna não só rebuscados mas também raríssimos. Aliás, eu até tiro o chapéu ao ICD-10 por englobar o Dhat; já o Koro nem isso.

origamipen

Dhat

De grosso modo, é um gajo ter a ideia que está a perder sémen através da urina, sofrendo um rombo na virilidade.

Parte de duas crenças hindus; a) um ditado que afirma serem precisas 40 gotas de sangue para originar 1 gota de medula e outras 40 de medula para originar 1 de sémen. b) sémen é entendido como um fluído vital, “néctar divino”, elixir da vida, amrit, etc.

Deste modo, a manifestação deste síndrome é geralmente paralelo à presença de ansiedade e nosomifalia. Ou seja, ninguém está de facto a perder sémen pela urina, apenas existe essa crença porque digamos, o Luís está num período de muito stress, que a nível psicanalítico ameaça a sua virilidade, e vive na Índia onde o sémen é sagrado. Sendo também um bocadinho hipocondríaco, o Luís vai um dia fazer xixi e vê a urina mais clarinha, associando de imediato à perda do “elixir da vida”. Depois é pescadinha de rabo na boca; o delírio ganha proporções.

Koro

Bom, este também é cultural. Mas é mais divertido.
Basicamente, é um delírio, um medo irracional de proporções épicas, uma fobia em que o pénis está a desaparecer, a ser “recolhido” para dentro do corpo, o que terminará em morte.

Dissecado, revela ser pelas mesmas linhas que o Dhat.

O engraçado é que já houve epidemias disto. Singapura, 1967.
Imaginem agora uma pandemia. Posso desde já dizer, que me preocupava mais em apanhar uma merda que me encolhesse o pénis imediatamente antes de me matar, do que uma gripe.

(Isto levanta uma boa questão também, que é a diferença entre delírio e crença. Será que uma crença, em determinados contextos, não poderá ser um delírio colectivo? Religião?)

Continuando, a nível de tratamento para estes dois síndromes, é igual e simples. Começa por psicoterapia; se não funcionar, ansiolíticos e/ou antidepressivos. É fascinante como hoje em dia, a psiquiatria tem psicofármacos para tudo. E se for preciso, inventam doenças, tipo DDHA.

síndrome de kluver-bucy

Publicado por MTR | Colocado em catarse | Publicado em 16 Oct 2009

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Se algum de vós apresenta uma pulsão sexual para com animais ou, quiçá, objectos inanimados (ou se dão por vocês a tirar demasiado prazer do acto de roer uma caneta) têm aqui uma hipótese de diagnóstico a considerar.

O AMOR É CEGO. OS IMPULSOS SEXUAIS TAMBÉM

A história é contada pela jornalista inglesa Rita Carter, em O Livro de Ouro da Mente – O Funcionamento e os Mistérios do Cérebro Humano. Um homem foi preso ao ser flagrado fazendo sexo com a calçada. Antes que fosse internado como pervertido, diagnosticou-se que ele sofria da síndrome de Klüver-Bucy, um distúrbio neurológico com origem na amígdala – não a que inflama quando você tem dor de garganta, mas uma estrutura no cérebro do tamanho de uma noz, que identifica situações de medo e agressividade.

in Super

Ou não; na verdade este quadro ‘divertido’ de sintomas (hiperoralidade is hardly a bad thing) é apenas descrito na literatura no seguimento de lobotomias temporais (no caso de trauma, tumor, p.ex), encefalite herpética ou um AVC (e geralmente acompanhado de outras síndromes neurológicas).


kluver

in Tratado de Fisiologia Médica – John E.Hall,  Arthur C. Guyton


Não deixa contudo ser curioso como é que uma alteração cerebral relativamente objectiva altera a nossa percepção da realidade  e comportamento num sentido tão ‘drástico’ e desviante do humano normal (e socialmente aceite).


Alguém quer arriscar um diagnóstico?