a sobrevalorização da “consciência”
Publicado por MAS | Colocado em catarse | Publicado em 01 Nov 2009
Tags: aprendizagem, comportamento, curiosidades, fisiologia, mindtricks, percepção, visão
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Ora, sem me alongar muito hoje, um post rápido.
exórdio:
É consensual (Arnold, Gasson, Lazarus, Stein, Trabasso, Liwag, Zajonc, Oatley, Keltner, Jenkins) que para gerar uma emoção, passamos por um processo de avaliação, a qual se divide em duas etapas: a primária, que ocorre a um nível inconsciente e automático, gerando respostas reflexas de aproximação ou evitamento; e a secundária, onde já entra o cortex orbitofrontal, ou seja, a razão e a planificação per se.
questão-problema:
Será que esta avaliação primária, inconsciente, contribui para a experiência emocional e afecta o nosso comportamento?
Yup.
Numa experiência realizada por Ulf Dimberg e Arne Ohman em 1996, estes investigadores mostraram fotos de cobras a pessoas que possuíam fobia a esse animal de recorte fálico. Contudo, as fotos eram apenas apresentadas durante um tempo subliminar à tomada de consciência do objecto de visualização. Ou seja, as pessoas sabiam que estavam a ver fotos, mas era tão rápido que nem sabiam o que era. Os resultados são simples, apesar de não verem a cobra, as pessoas apresentaram respostas fisiológicas de verdadeiros fóbicos, tal como começarem a suar que nem porcos no dia da matança.
posfácio:
A consciência é sobrevalorizada. Processamos muita coisa, quiçá a maior parte do nosso input sensorial, sem termos noção disso; e algumas vezes, tais “processamentos inconscientes” podem alterar radicalmente o nosso comportamento, o que por acaso é a premissa-chave do conflito emocional psicanalítico – Freud tinha razão.
E com isto, acabou o intervalo. Voltar ao filme, até loguinho.














